Já não caio mais. Não mais.
As minhas surpresas, quase sempre,
não tão boas... mas, viver não é preciso.
É preciso escrever. E não surpreender-se.
É preciso sentir tons e formas,
sentir suavemente a mão da arte,
como uma nuvem macia que pode,
e vai, envolver seus sentidos.
É preciso chorar, chorar sempre.
Quando acaba o pavio ou oscila a chama.
Quando uma chuva, santa chuva,
desaba sua casa de veraneio tão perfeita.
É preciso esperar as chuvas e as chamas,
ou a falta delas, quando não vierem.
Mas o pavio há de renovar-se, e a chuva,
ah, a chuva, sempre há de cair, aqui ou lá.
Mas me cansa esse desabar da chuva, sempre,
a oscilação da vela, ora forte ora quase apagando.
E o que se há de fazer? Chorar e não se surpreender.
A chuva há de passar, a vela há de permanecer acesa.
domingo, 3 de maio de 2009
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