Talvez eu seja exatamente isso,
uma falta de horizonte, de tela...
Um futuro sem direção,
espelho sem promessas.
Uma morte assim, bem perto.
A poesia esdruxula, perda de tempo.
Um riso amarelo, sem graça, torto...
Ah, lamentações e é só.
Quero e gosto de escrever sobre.
Mesmo que os olhos não sigam certo,
porque as lágrimas o embaçam...
Rio d'água sem parada, sem final.
Mas que calma, músicas e sons...
Queria eu ser assim, sinfonia.
Harmoniosa, cheia de nuances.
Um charme atencioso e natural.
Mas não, faço tudo errado sempre.
Caio um pouco em cada esquina,
bato em todas as possíveis quinas.
Destruo o que eu nem tenho, reputação.
(5x4)

Nenhum comentário:
Postar um comentário